{"id":2167,"date":"2019-02-18T08:44:58","date_gmt":"2019-02-18T11:44:58","guid":{"rendered":"http:\/\/cdlsurubim.com.br\/site\/?p=2167"},"modified":"2019-02-18T08:53:18","modified_gmt":"2019-02-18T11:53:18","slug":"quatro-em-cada-dez-brasileiros-que-vendem-vale-refeicao-usam-valor-para-pagar-contas-apontam-cndlspc-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cdlsurubim.com.br\/site\/2019\/02\/quatro-em-cada-dez-brasileiros-que-vendem-vale-refeicao-usam-valor-para-pagar-contas-apontam-cndlspc-brasil\/","title":{"rendered":"Quatro em cada dez brasileiros que vendem vale-refei\u00e7\u00e3o usam valor para pagar contas, apontam CNDL\/SPC Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pr\u00e1tica \u00e9 adotada por 39% dos trabalhadores, embora comercializa\u00e7\u00e3o seja inapropriada. Mais da metade extrapola valor mensal do benef\u00edcio e 33% admitem fazer uso com frequ\u00eancia para outras finalidades<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a comercializa\u00e7\u00e3o do \u2018vale-refei\u00e7\u00e3o\u2019 ou \u2018vale-alimenta\u00e7\u00e3o\u2019 seja uma pr\u00e1tica inapropriada, ela tem sido bastante comum entre os trabalhadores brasileiros. De acordo com um levantamento realizado pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil), 39% dos consumidores que recebem o benef\u00edcio possuem o h\u00e1bito de vender seus t\u00edquetes, dos quais q<strong>uatro em cada dez (44%) usam o valor para pagar as contas<\/strong>. Por outro lado, 61% garantem nunca recorrer a essa pr\u00e1tica \u2014 percentual que \u00e9 maior nas classes A e B (75%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras raz\u00f5es est\u00e3o ligadas a esse comportamento de transformar o benef\u00edcio em dinheiro, que n\u00e3o apenas a necessidade de complementar o or\u00e7amento, segundo a pesquisa. Fazer compras foi a principal finalidade apontada por 36% dos entrevistados, enquanto 21% disseram guardar o valor que recebem e 17% reservam para atividades de lazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por ser um benef\u00edcio que o empregador oferece aos trabalhadores, o vale-refei\u00e7\u00e3o tem como uso exclusivo a alimenta\u00e7\u00e3o e n\u00e3o pode ser desviado de sua finalidade, de acordo com o \u201cPrograma de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador (PAT)\u201d. \u201cAl\u00e9m da pr\u00e1tica ser inapropriada, trocar o t\u00edquete refei\u00e7\u00e3o por dinheiro pode ser um mau neg\u00f3cio do ponto de vista financeiro. Quem compra, costuma cobrar um percentual, levando o trabalhador a perder parte do valor do benef\u00edcio\u201d, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mais da metade extrapola valor mensal do t\u00edquete e um ter\u00e7o admite us\u00e1-lo com frequ\u00eancia para finalidades al\u00e9m do almo\u00e7o em dias \u00fateis<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O O estudo mostra ainda que\u00a0<strong>mais da metade (52%) dos consumidores extrapola o valor mensal\u00a0<\/strong>que recebe do benef\u00edcio, sendo que 20% costumam ultrapassar sempre ou com frequ\u00eancia e 31% algumas vezes. J\u00e1 48% afirmam usar apenas o limite estabelecido e nunca gastam mais. Entre os que extrapolam o valor do vale-refei\u00e7\u00e3o, 35% atribuem ao fato de o valor recebido ser muito baixo e, por isso, funciona apenas como ajuda de custo. J\u00e1 31% justificam que a quantia \u00e9 insuficiente se comparada ao pre\u00e7o m\u00e9dio dos restaurantes na regi\u00e3o em que trabalham e 29% reconhecem que os gastos com bares e padarias, por exemplo, acabam consumindo boa parte do t\u00edquete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra constata\u00e7\u00e3o do levantamento \u00e9 que\u00a0<strong>um ter\u00e7o (33%) dos entrevistados gasta sempre ou frequentemente o vale-refei\u00e7\u00e3o com outras finalidades al\u00e9m do almo\u00e7o<\/strong>nos dias de expediente e compras de mercado, como caf\u00e9 da manh\u00e3 e lanches em padarias, sa\u00eddas aos fins de semana, entre outras despesas relacionadas ao lazer. H\u00e1 ainda aqueles que n\u00e3o fazem qualquer controle sobre os gastos com o uso do vale-refei\u00e7\u00e3o ou vale-alimenta\u00e7\u00e3o, o que corresponde a 12% dos entrevistados. No entanto, a maioria (65%) costuma acompanhar os gastos que fazem com esse benef\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O educador financeiro do SPC Brasil e do portal\u00a0<a href=\"https:\/\/implink.imprensa.spcbrasil.org.br\/cl\/PE8qg\/HHBD\/698c\/FhBF70jT3uF\/BKpk\/0JUS3Q2p6s\/1\/\">\u2018Meu Bolso Feliz\u2019<\/a>, Jos\u00e9 Vignoli, ressalta que o \u00a0t\u00edquete pode ajudar nas despesas de restaurante e nas compras em supermercados ou padarias, desde que seu uso seja bem administrado. \u201cAo se definir um limite di\u00e1rio, o benef\u00edcio acaba sendo um grande aliado do or\u00e7amento. Mas se os gastos forem excessivos, talvez seja a hora de rever as escolhas. Uma boa sa\u00edda \u00e9 optar por restaurantes mais baratos ou levar comida de casa para o trabalho \u201d, observa Jos\u00e9 Vignoli.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram entrevistados 804 consumidores, acima de 18 anos, de ambos os g\u00eaneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro \u00e9 de no m\u00e1ximo 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confian\u00e7a a 95%. Baixe a \u00edntegra da pesquisa em\u00a0<a href=\"https:\/\/implink.imprensa.spcbrasil.org.br\/cl\/PE8qg\/HHBD\/698c\/FhBF70jT3uF\/BKpk\/CNokB3-J0vS\/1\/\">https:\/\/www.spcbrasil.org.br\/pesquisas<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pr\u00e1tica \u00e9 adotada por 39% dos trabalhadores, embora comercializa\u00e7\u00e3o seja inapropriada. 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